terça-feira, agosto 24, 2004

Conforto

Ao redor de um muro de pedras de consciência,
Aprisiona-se, em mim, um desmilingüido pedaço de razão...
Uma senhora velha... escarnecida... irreconhecível se comparada ao que se esperaria dela...
...em um estado decaído de puta velha.

Usaram-na para construir todos os muros de que se tem notícia...
todos eles.
Ao fim,
Fizeram com que edificasse seu lúgubre recanto.
E, lá, humildemente, habita,
modorrenta.
De relance olha os espectros de luz que perfuram as paredes,
pelas frestas.
Luz cansada,
fractal.
Penumbra de uma totalidade completamente parcial.

Raquítica, busca consolo,
se move pelo alimento...
Alguma ração que lhe mantenha inerte, porém viva.
pronta a justificar as minhas culpas.