<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207</id><updated>2011-07-14T18:31:45.611-03:00</updated><title type='text'>Itaca</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Itaca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13473057184736518870</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-109332208566293981</id><published>2004-08-24T01:33:00.000-03:00</published><updated>2004-08-24T01:58:41.316-03:00</updated><title type='text'>Conforto</title><content type='html'>Ao redor de um muro de pedras de consciência,&lt;br /&gt;Aprisiona-se, em mim, um desmilingüido pedaço de razão...&lt;br /&gt;Uma senhora velha... escarnecida... irreconhecível se comparada ao que se esperaria dela...&lt;br /&gt;...em um estado decaído de puta velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usaram-na para construir todos os muros de que se tem notícia...&lt;br /&gt;todos eles.&lt;br /&gt;Ao fim,&lt;br /&gt;Fizeram com que edificasse seu lúgubre recanto.&lt;br /&gt;E, lá, humildemente, habita,&lt;br /&gt;modorrenta.&lt;br /&gt;De relance olha os espectros de luz que perfuram as paredes,&lt;br /&gt;pelas frestas.&lt;br /&gt;Luz cansada,&lt;br /&gt;fractal.&lt;br /&gt;Penumbra de uma totalidade completamente parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquítica, busca consolo,&lt;br /&gt;se move pelo alimento...&lt;br /&gt;Alguma ração que lhe mantenha inerte, porém viva.&lt;br /&gt;pronta a justificar as minhas culpas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-109332208566293981?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/109332208566293981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=109332208566293981' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109332208566293981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109332208566293981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/08/conforto.html' title='Conforto'/><author><name>ph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03523410324623329159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-109053845244054946</id><published>2004-07-22T20:17:00.001-03:00</published><updated>2004-07-22T20:34:50.836-03:00</updated><title type='text'>Teologia do Belo</title><content type='html'>A beleza de certa forma me atinge de maneira mais pungente que qualquer outra coisa que se nos pode chegar desde o mundo. Não é discursivamente que a apreendo, assepticamente, julgando-a como se fosse determinável: necessitante e necessitado. É aterrorizado que sinto me faltarem os argumentos para categorizá-la. Nada há que faça explicar o que se me passa. Mais. Não há como interceder em meu espírito no sentido de tal ou qual atitude, por ser mais adequada, mais justificável. Não há motivações racionais a serem expostas. Apavoro-me. Cálido, represento-me toda a simplicidade da percepção imediata e absoluta do indescritível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma intuição concentrada, total. Não há como afastá-la, analiticamente, em suas partes e fazê-la mais compreensível. Não há o que retirar da imediatez do choque pasmado de uma percepção que consome a completude dos recursos sensíveis disponíveis. Nenhuma dotação característica que possa ser subsumida num universal frio, numa categoria como altura, massa, qualidade...&amp;nbsp; Definitivamente não se podem saber de causas ou efeitos. Nenhuma explicação se apresenta razoável...&amp;nbsp; Foi-se já o transcendental, resta apenas a&amp;nbsp;Teologia, a Religiosidade. É pura violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência é apenas a divinização. A nomeação, a denotação daquele transbordamento&amp;nbsp; perceptivo tranforma-se na espontânea manifestação da alma em forma de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;mito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A contemplação paralisada é a última reação do espírito a quem resta apenas nomear. Chama-se tudo aquilo: paixão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se sucede um afastamento. Um necessário desconhecimento. Involuntário e coercitivo desconhecimento. A beleza significará sempre apenas a sua Deidade. No corpo restam as contenções à circulação dos humores da racionalidade: o frio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí reside a distância que se me impõe. Qualquer outra ação seria de extremo perigo. Quais os meios de intervenção segura na seara poderosa da Magia? &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Resta-me apenas a transformação silenciosa. A divinização da paralisia. A frustração se acomoda. A inquietação se esvai na passagem sutil que se empreende entre a intuição destrutiva daquele completo desconhecido à sua condição tranqüila de mito. Só o que há a fazer é seguir, sem que se pronuncie seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-109053845244054946?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/109053845244054946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=109053845244054946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109053845244054946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109053845244054946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/07/teologia-do-belo.html' title='Teologia do Belo'/><author><name>ph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03523410324623329159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-109045000940803723</id><published>2004-07-21T19:42:00.000-03:00</published><updated>2004-07-21T22:29:43.206-03:00</updated><title type='text'>Ataque</title><content type='html'>Ouço passos à noite e sei que são eles: os homúnculos. Não é a primeira vez que me cercam, me sitiam, me querem penetrado. Salto sobre a rede a fim de me proteger. Quando suspenso, estou a salvo. Imagino uma saída. Talvez a porta. Tarde demais. Ei-los de novo. Estão armados e me alvejam com projéteis do tamanho de átomos. É sua maior investida. São milhares, temerosos, aliaram-se a velhos inimigos para me capturar. Penso em distrai-los. Se nessas horas criasse um gato, me safaria. Malditos felinos. Rápido! Uma mutação que me dê asas, uma pistola de raios paralisantes. Não há mais tempo. Eles se aproximam com trabucos. Artilharia redobrada. Alguns lançam flechas incendiárias contra a rede. Fogo! Fogo! Nenhum vizinho para me acudir. Nenhuma polícia para me prender. Já sei: o guarda-chuva. Alcanço-o no umbral com a ponta dos dedos. Aberto, me serve de balão graças aos gases quentes que escapam da rede em chamas. Flutuo. Elevo-me lentamente no quarto até atingir o teto. O horror! Dezenas de helicópteros liliputianos levantam vôo em minha direção. Estão munidos de mísseis teleguiados. Acertam minhas mãos, que soltam o cabo do guarda-chuva. Despenco estrondosamente no chão. Já não há como reagir: são agora milhares que se precipitam sobre mim, laceram minhas carnes com machadinhos neolíticos, arrancam peças de minhas roupas como se fossem troféus inestimáveis.&lt;br /&gt;Acordo, crucificado ao casco de uma navio colossal, sobre o qual celebram os miseráveis ensandecidos. Vejo que estou mutilado. Faltam-me uma perna e alguns artelhos. O pênis, asseguro-me, está intacto. Percebo que fazem um festim com minhas partes. Mastigam minha panturrilha com voracidade. Então será esse meu fadário: retaliado aos poucos, servir de alimento aos navegantes do mar pequeno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-109045000940803723?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/109045000940803723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=109045000940803723' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109045000940803723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109045000940803723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/07/ataque.html' title='Ataque'/><author><name>símio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11223344996142731262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-109024629066133989</id><published>2004-07-19T11:08:00.000-03:00</published><updated>2004-07-19T11:11:30.660-03:00</updated><title type='text'>olvidamento</title><content type='html'>Os constrangimentos do amor são vários, um séquito de sentimentos desordenados que se impõem sem previsão sobre os corpos.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não são, de modo algum, um exército burocrático, a se alojar na consciência e tomar-lhe, depois da queda de seu centro, os flancos abandonados... &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A razão não bate em retirada a perder seu quartel general, seu controle. &lt;br /&gt;É constrangimento irracional. &lt;br /&gt;Nenhuma ordem. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;É convencimento de cada mônada, de cada pêlo. &lt;br /&gt;Tudo é igualmente possuído, passo a passo, por seus batalhões bárbaros. &lt;br /&gt;Subjuga as células inermes, uma a uma.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não há nenhum argumento que articule justificações, explicações para uma tal humilhação. &lt;br /&gt;É poder capilar, salivar, glandular. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Isso talvez explique o fato do olvidamento ser somente uma liberdade lenta dos membros. &lt;br /&gt;Dos poros, das glândulas. Somente gradual. &lt;br /&gt;Modorrenta desintoxicação.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Sai da consciência o jugo sem que abandone a presença dispersa no corpo. &lt;br /&gt;Logo, há uma certa perda da memória,&amp;nbsp; perde-se a consciência onipresente do algoz. &lt;br /&gt;Perdem-se, depois, a compulsão, o vício, a doença reificante. &lt;br /&gt;Podem-se até fruir certos encantos que outras mulheres nos reservam. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Permanecem, porém, sempre pestilentos outros recônditos da memória. &lt;br /&gt;No abrigo mnemônico da nossa biologia habita sempre ainda o poder velado da invasão. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Cicatrizes, odores, sabores, mesmo aqueles mais insípidos. &lt;br /&gt;Os domínios da intimidade. &lt;br /&gt;Os atos secretos, as reações subterrâneas despertadas pelo mais tênue estímulo são capazes de fazer-nos tremer. &lt;br /&gt;Ao pronunciar de uma palavra os ouvidos fazem presentes sentimentos que aparentemente não mais habitavam nossos segredos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Uma presença perene: é esta a verdade. &lt;br /&gt;Apenas o subterfúgio dos ardis que aprendemos a nos impor para enganar-nos é o que resta como enfrentamento a essa perda parcial do domínio sobre nosso próprio corpo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Talvez a cada amor reste um pouco de nós mesmos esquecido. Ao fim, talvez reste nem mesmo qualquer possibilidade de exercício de soberania, e vai-se já a própria consciência.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-109024629066133989?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/109024629066133989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=109024629066133989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109024629066133989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/109024629066133989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/07/olvidamento.html' title='olvidamento'/><author><name>ph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03523410324623329159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-108994174645985881</id><published>2004-07-15T22:34:00.000-03:00</published><updated>2004-07-15T23:31:02.640-03:00</updated><title type='text'>Constipação</title><content type='html'>A retidão intestinal já durava 27 dias. A tia, renomada curandeira da região, foi chamada às pressas à cidade, depois que todos os prontuários médicos e ladainhas se revelaram inofensivos. &lt;br /&gt;“A pobrezinha está horrível... Faz 10 dias que está deitada e mal consegue se mexer. A cada vez que abre a boca, a gente acha que vai entregar a alma. E ainda tem os cheiros. Ninguém agüenta nem chegar perto”, advertia a mãe, enquanto levava a tia pelo braço até o quarto onde estava a enferma. &lt;br /&gt;A porta se abriu e com ela, vieram os odores. Ato contínuo, a tia expirou energicamente para afastar a fedentina e levou a mão às narinas. Uma múmia de cinco mil anos não exalaria tão nefastos fluídos. &lt;br /&gt;Pior que o cheiro expelido pela doente, observou tacitamente a tia, era a mistura dele com as fragrâncias dissipadas pelas comadres para tornar a atmosfera mais suportável. Uns tais de extratos aromáticos de frutas e flores dispostos meticulosamente em vasos espalhados pelo recinto. &lt;br /&gt;De nada adiantavam. Por trás dos arranjos de essências, sempre vencedor na briga travada durante a colisão das partículas olfativas, eis que se impunha, soberano, impregnando cada poro do corpo da velha, o penetrante, indissolúvel e aterrador cheiro de merda. &lt;br /&gt;A tia avançava em direção à sobrinha com o rosto virado para o lado, como se aquilo a pudesse proteger do assédio persistente do fedor. Mandou abrir as janelas para arejar o ambiente, apesar das ressalvas de que a pequena não agüentava a luz do sol. &lt;br /&gt;A sobrinha, antes vistosa no esplendor de sua juventude, ficara irreconhecível com a prolongada constipação. Suava de febre por sob os lençóis que não escondiam sua palidez e magreza, mas denunciavam um estranho e incômodo volume na altura do abdômen. &lt;br /&gt;Seu estado dispensava exame clínico. Era evidente, para a experimentada curandeira, que todos os sintomas se reportavam à exagerada prisão de ventre. Por isso, quando a tia se ateve por mais tempo junto à cabeceira do leito, foi por pura compaixão em ver a lânguidez da sobrinha, e não por qualquer precisão medicinal. &lt;br /&gt;Enxugou a fronte suada da menina e, com um movimento seco, levantou o lençol que cobria-lhe o corpo. Entendeu então a causa do suplício. As entranhas da garota pareciam expostas, em chamas. Por baixo de uma diáfana camada de pele, seu intestino, projetado para fora do corpo, se retorcia em nós que originavam visíveis abscessos e ora se sobrepunham, ora se entrelaçavam, parecendo comprimidos a ponto de romper. &lt;br /&gt;O abdômen da enferna latejava, parecia ter vida, emitia sons assombrosos. As veias, sufocadas, atravessavam os tecidos com dificuldade e o sangue parecia não ser o bastante para irrigar tão árido terreno. Petrificados e rugosos, os excrementos tocavam a superfície do ventre e coloriam de tom plúmbeo a sofrida pele da sobrinha. &lt;br /&gt;É a danação, concluiu a tia. Essa merda vai matar a menina, antecipou em silêncio. Olhou para os lados e viu a família inteira aguardando esperançosa por seu diagnóstico. Na porta e na janela, amontoavam-se parentes e curiosos, igualmente ansiosos, mas mantidos a distância pelo mau cheiro do quarto. Todo o silêncio em torno da doente clamava por uma palavra de salvação. &lt;br /&gt;Tem que operar, pronunciou calmamente a tia, ou torcer pra que a morte venha logo. Uma onda de murmúrios acompanhou a observação, mas foi imediatamente cortada pelas novas palavras da curandeira. Talvez tenha algo que eu possa fazer por ela. Naturalmente, estava pensando no velho lambedor com propriedades laxantes que aprendera há alguns anos. &lt;br /&gt;Retirou-se do quarto com a mãe da criança e poucas horas depois voltou com a infusão ainda borbulhante. O segredo, não revelado nem à própria irmã que lhe serviu de ajudante, era a mínima dosagem de casca de ameixa. &lt;br /&gt;Serviu apenas duas colheradas à sobrinha. Passaram-se alguns minutos e a pequena começou a ter contrações abdominais. Logo, fizeram-se os gases. Os altiloqüentes flatos explodiam como trovoadas, sacudindo a frágil adolescente e sua cama. &lt;br /&gt;Em pouco tempo, todos haviam fugido do quarto por não agüentar o violento cheiro das ventosidades, restando apenas a tia e a mãe.A curandeira então lhe administrou mais duas colheres do elixir. E agradeceu aos céus por todos terem se retirado, pois o que se veria a seguir não merecia registro nem nas zonas mais obscuras da memória da cristandade. &lt;br /&gt;Tivesse a infeliz&amp;nbsp;parido mil demônios revoltos, não teria sentido tamanha dor. As fezes eram expurgadas como brasas ardentes que dilaceravam as carnes da desaventurada criatura. Com apenas 14 anos, ela aturava o que nem todas as meretrizes do mundo sentiram nas mais violentas curras. &lt;br /&gt;A criança se debatia exasperadamente e apertava os lençóis com as mãos, olhando para suas mãe e tia como a condená-las por privá-la da morte indolente que se anunciava, substituindo-a por aquele calvário atroz. &lt;br /&gt;Não tardou e irromperam as hemorragias. Todos os vasos próximos à região da massa fecal haviam estourado. A cama da criança já se tornara uma insalubre poça de merda, sangue e suor. &lt;br /&gt;Tão grande era o poder do laxante que, dois dias depois, já trancado no caixão e enterrado a 12 palmos de terra do chão, o corpo sem vida da cagadeira endemoniada, como ficou conhecida a criança, continuava a soltar pelo ânus um escorrimento pastoso e escuro, que continha resquícios de sangue e fezes, acrescidos das primeiras partículas do corpo já em decomposição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-108994174645985881?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/108994174645985881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=108994174645985881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108994174645985881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108994174645985881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/07/constipao.html' title='Constipação'/><author><name>símio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11223344996142731262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-108934020786830022</id><published>2004-07-08T23:29:00.000-03:00</published><updated>2004-07-15T23:35:01.480-03:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>Ela era linda. Já sua mãe, mais parecia uma porca gorda no ponto de abate. As duas estavam sentadas na mesa, tomando sopa e assistindo à TV. Ela olhava fixamente para a mãe e pensava: como é possível? &lt;br /&gt;Evidentemente, já havia notado antes a fealdade da mãe, mas nunca a percebera de forma tão repulsiva. Longe de suspeitar que estava sendo escrutada desse modo, a mãe se comprazia com a TV, ostentando um irritante e bobo sorriso no canto da boca. A cada nova cena da novela, soltava uma gargalhada ressonante. &lt;br /&gt;A repulsa da filha se converteu em asco. Nas dobras do rosto da mãe, deviam morar minúsculos avestruzes hediondos. À noite saíam da toca e ciscavam a pele da mãe. Só eles podiam explicar aqueles riscos geométricos acumulados em sua face. Via os dentes podres da mãe triturando a carne e pensava no hálito infecto que eles respiravam todos os dias. &lt;br /&gt;Do intestino da filha, subiu um gás quente que fez estremecer seu corpo. E se um dia ela ficasse assim? Nada mais natural, sendo ela filha. A decrepitude da mãe só podia ser uma fiel projeção do que se tornaria no futuro. &lt;br /&gt;“Mãe, a senhora já foi bonita?” &lt;br /&gt;A mãe interrompeu a colherada de sopa a meio caminho da boca. Desviou o olhar hipnotizado da TV para a filha. Só então a pequena se deu conta da ofensa que pronunciara. &lt;br /&gt;“Quer dizer, eu nunca vi fotos da senhora quando era pequena... A senhora se parecia comigo?”, reformulou. &lt;br /&gt;A mãe desconversou de forma forçadamente amável e volveu-se para a TV. A filha então percebeu que seu pescoço era ainda mais volumoso do que as carnes adiposas que pendiam de seu rosto. Não era possível. Ela não ficaria assim. &lt;br /&gt;Tentou pensar em outra coisa. Mas a ruidosa feiúra da mãe não lhe dava trégua. Olhou para as mãos cheias de rugas do cetáceo que assumira o lugar materno e em seguida para as suas. Tudo não passava de um erro. Era isso. Ela havia sido trocada por outro bebê. &lt;br /&gt;Mas eis que seu olhar se pousou sobre detalhes. Mesmos olhos, mesmos contornos labiais e mesma maldita e incorrigível escoliose. Até as sobrancelhas, já tão à mingua na velha, mantinham um traçado discretamente semelhante. Amargurada por sofrer prematuramente em sua pele ainda macia a fúria implacável do tempo, a filha levantou-se da mesa, inconformada,&amp;nbsp;e foi ao quarto chorar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-108934020786830022?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/108934020786830022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=108934020786830022' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108934020786830022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108934020786830022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/07/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>símio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11223344996142731262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-108906732210643170</id><published>2004-07-05T19:27:00.000-03:00</published><updated>2004-07-11T18:51:42.376-03:00</updated><title type='text'>Itaca</title><content type='html'>   A viagem mítica dos heróis homéricos é a experiência sublimada da origem de nossa existência individual.&lt;br /&gt;   Ulisses, depois da Guerra, depois de tanto sofrimento como mero instrumento da Ira dos deuses, empreende uma terrificante viagem. O  retorno à Ítaca.&lt;br /&gt;   Dos óbices da trajetória se ergue a História. Ela é a afirmação do homem sobre suas pulsões, o sacrifício através do qual se sagra vencedor.  É o despregamento  de Odisseu de sua origem natural, mimética, com a contenção repressora dos instintos, a negação da natureza incontível em si: a afirmação da Liberdade. &lt;br /&gt;   O canto das sereias, as correntes, a angústia pelo sacrifício de sua existência originária, todas as vicissitudes de uma tão pouco jubilosa jornada  são o exemplo de como é penoso e desditoso o sacrifício de se tornar soberano de si próprio. &lt;br /&gt;Ítaca é o estímulo ao infinito, à auto-conservação.&lt;br /&gt;   É, porém, do mesmo modo, o imperativo que faz trilhar o caminho da repressão. Da negação da vida natural. É a ida e a volta de uma subjetividade escravizada, à sua liberdade e a seu novo/velho cativeiro.&lt;br /&gt;   Parece, justamente, que realizamos a viagem de volta. Parece que nossa civilização encontrou o fim de seus dias de viajante. Há já uma reconciliação do prazer com a realidade. Esse reencontro está presente nas nossas vidas totalmente dessublimadas; na realização imediata de Eros; no prazer que é transportado diretamente aos sentidos, desde as genitálias emancipadas. Há sensação de prazer, controlada em seu descontrole, ao vermos filmes no multiplex, ao comermos os molhos prontos para macarrão sabor churrasco, ao subirmos e descermos as escadas da vida social pequenês, ao vivermos a vida pré-fabricada das cidades.&lt;br /&gt;   Ítaca foi encontrada. Mas ela estava, então, bastante mudada. Não era Atlântida. Mais parecia Bensalém. &lt;br /&gt;   Talvez a própria viagem fosse melhor que a sua chegada.&lt;br /&gt;   Chegava-se, simplesmente, à barbárie contemporizada que é nossas vidas.&lt;br /&gt;   ...só há, agora, nossa condição atual de cogs in a machine, de novos objetos rituais para uma mitologia transmutada em indústria, em cultura de massa; a vida em que a felicidade é encontrada nas caixinhas longa vida dos supermercados, no prazer dessublimado dos biscoitos vitaminados, do café descafeinado, do adoçante dietético.&lt;br /&gt;    A liberdade é ainda uma possibilidade, ou fazia apenas parte da busca por tranquilidade? Ítaca é somente a terra da estabilidade?  Da medíocre comodidade dos que não negam mais nada daquilo que os cerca?&lt;br /&gt;   Essa condição de nova submissão à vontade de deuses exige que se nos levantemos. Exige que voltemos à estrada, que seja empreendida nova jornada.&lt;br /&gt;   Cada um tem pungente exigência de liberdade. Mas a vida prenhe de mimetismo parece obnubilar as alternativas.&lt;br /&gt;   Não é possível sair. Não há héstia sequer que faça algum espectro chegar à caverna. Algo que não seja parte de alguma luz sepulcral,  proveniente dos recônditos profundos em que estão veladas as nossas liberdades desalojadas: nossas inteligências odisséicas.&lt;br /&gt;   Nova busca por saída. Nova busca por indeterminação. Sentimos falta de nosso tempo de descobertas. Sentimos falta do prazer indisposto, não pré-dito. Do destino que façamos, através dos erros das imprudências. Queremos ser nossas próprias pitonisas, mas permanecermos ainda ininteligíveis até para nós mesmos. Sentimos a angústia da repressão feliz das pulsões de morte engendradoras da singela irracionalidade que, colhida como flor, explode na poesia. &lt;br /&gt;   Ítaca. &lt;br /&gt;   Esse não virá a ser espaço de literatura. Nem será espaço de novidades, necessariamente. Não vem a ser, aliás, o espaço de catarses sócio-eróticas. Não será o espaço de negação pura e simples. Nem, talvez, seja mesmo o espaço de qualquer criatividade.&lt;br /&gt;   É só impulso. &lt;br /&gt;   Violência na fuga. &lt;br /&gt;   O erotismo será catártico porque é fuga.&lt;br /&gt;   A catarse será somente a fúria de quem permanece preso, mas se desprende, irracionalmente, apenas no texto. Ou ao menos acha que o faz.&lt;br /&gt;   Fuga que se presenteia com a coragem de quedar-se, na sua permanência no cativeiro, sempre insatisfeita.&lt;br /&gt;   Contenda com os grilhões, apesar da certeza de sua inquebrantável dureza.&lt;br /&gt;   Sem estilo, sem sentido.&lt;br /&gt;   Fuga de quem permanece.&lt;br /&gt;   Somente busca.&lt;br /&gt;   Viagem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-108906732210643170?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/108906732210643170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=108906732210643170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108906732210643170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108906732210643170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/07/itaca.html' title='Itaca'/><author><name>ph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03523410324623329159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7534207.post-108904005443334263</id><published>2004-07-05T12:02:00.000-03:00</published><updated>2004-07-05T12:07:34.433-03:00</updated><title type='text'>Saias</title><content type='html'>Adoráveis seios,&lt;br /&gt;Permitam-me falar de algo que desconheceis. Algo grandioso e lascivo que ignorais, seja porque estais sempre em evidência desde a adoção permanente dos decotes, seja porque só tendes olhos para vossos próprios mamilos. Anueis em ouvir a respeito de algo sobre o que sempre fizestes sombra e desprezates, do alto de vossa montanhosa altivez. Sufocai, carnosos seios, vossa petulância de vanguarda da mulher e deixai-me discorrer sobre o impetuoso desejo provocado pelas saias, enquanto vos acaricio lubricamente.&lt;br /&gt;Quão grande é o sacrilégio das mulheres que não usam saias. Presas prediletas da farsa da moda e da insinuação decadente das calças coladas, tidas como segunda pele por quem não tem decência, senso estético e sensatez. Vulgares, levianas, insípidas, acreditam que a sedução está na revelação direta do corpo. Desprovidas de erotismo, carne tóxica vendida em açougues, abominações só não mais odiáveis que a própria privação sexual, que leva invariavelmente ao onanismo, este sempre preterível.&lt;br /&gt;As saias, intumescentes seios, são o mais belo véu da mulher, gracioso abrigo de fluídos extasiantes, guardião indelével do pecado. Uma saia desenvolta ao vento é preferível a qualquer acessório colorido ou falsamente encantador, como os saltos altos, elevadores sociais usados por fêmeas de ascendência plebéia. Modeláveis ao corpo e ao espírito, as saias fazem flutuar as essenciais criaturas que as vestem, elevam-lhe a alma à convivência com os nimbus, desferem-lhes candura e paixão.&lt;br /&gt;Preferencialmente longa e solta, essa indumentária possui propriedade rejuvenescedora, inebriante. São a elegância dotada apenas às mais augustas mulheres, incalcançáveis àquelas imolestáveis e exageradas facções do gênero feminino que espremem suas calculadas formas em tiras asfixiantes.&lt;br /&gt;Vedes, amáveis seios, que, no fim das contas, tudo se reduz, se explica e se origina por nossa acalentada esperança de que, em algum momento de nossas vidas, ela esteja lá, caminhando sobre a calçada, e que, no instante em que passe o metrô na galeria subterrânea, irrompam ventos furiosos das entranhas da terra para contemplar nosso único e derradeiro desejo, o de ver suas pernas macilentas se revelarem por sob os panos bordados da saia, e assim tornamo-nos só volúpia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7534207-108904005443334263?l=aitaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aitaca.blogspot.com/feeds/108904005443334263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7534207&amp;postID=108904005443334263' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108904005443334263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7534207/posts/default/108904005443334263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aitaca.blogspot.com/2004/07/saias.html' title='Saias'/><author><name>Itaca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13473057184736518870</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
